domingo, 17 de outubro de 2010

A Estrela Dalva, o planeta Vênus.


 RIO - As cores do arco-íris são sete. Mas e a paixão pelo futebol, de que cor seria? Preta e branca? Verde, branca e grená? Vermelha e preta? Iluminada por uma estrela ou abençoada por uma cruz? Será que é vermelha? Cor de rosa? Com essas e outras perguntas na cabeça, a designer Eliane Corrêa da Rocha mergulhou, em seu mestrado em design pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio, na análise da história das cores e símbolos adotados pelos clubes de futebol, em especial os do Rio.

Como resultado da pesquisa de dois anos, orientada por Alberto Cipimiuk, com pós-doutorado em História da Arte na França, Eliane elaborou a dissertação de mestrado "O Aspecto Social da Iconografia do Futebol - Estudo de casos das agremiações desportivas cariocas", que quer agora transformar em livro. Na conclusão, ela detecta uma dimensão religiosa ou sagrada nos símbolos dos clubes e considera que o futebol carioca é o mais colorido, listrado e carnavalesco do país.

Para chegar a tais conclusões, a pesquisadora e seu orientador (Cipimiuk) começaram a estudar sobre a utilização de listras e faixas em bandeiras de países e uniformes militares. Até o século 18 as listras não eram tão apreciadas, mas com as Revoluçoes Americana (1776) e Francesa (1789), elas entraram na moda, já que a bandeira americana é listrada, e a da França, tricolor.

- No fim do século 19, quando começa na Europa a idéia de saúde e de cuidados com o corpo, as listas eram usadas em trajes de marinheiro e de praia. No caso do remo e do futebol, os trajes eram listrados. Como no Rio o futebol está ligado ao remo (Botafogo, Flamengo e Vasco começaram nas regatas), os uniformes de futebol também têm listras - explica a pesquisadora. - Hoje, as listras expressam dinamismo, são visíveis de longe, têm a ver com o espetáculo

Ao falar do colorido dos times cariocas, Eliane detecta em cada camisa, bandeira e escudo uma espécie de mensagem. No caso do campeão estadual, o Botafogo, o símbolo mais forte é a estrela, herdada do Clube de Regatas Botafogo, fundado em 1894 e que, em 1942, se juntou ao Botafogo Futebol Clube, de 1904, para dar origem ao clube atual.

- Os remadores que fundaram o clube escolheram como símbolo a estrela que viam no céu, a Estrela Dalva, o planeta Vênus. Depois, houve a fusão do clube de remo com o de futebol, de camisa listrada. Além disso, na época da fundação, a estrela estava na moda. É um símbolo associado ao mar e à República. No caso da religião católica, a estrela é um símbolo da Virgem Maria - analisa ela. - A estrela solitária que brilha tem a ver com a fama de sofrimento do Botafogo, e o alvinegro é supersticioso. O clube não é preto nem branco. É preto e branco. O branco representa a pureza, e o preto, austeridade.

Por que Torcer Para o Botafogo?


Quem não gostar de futebol que me perdoe, mas, sinceramente, acredito que um homem só se começa a entender por gente no momento em que escolhe o time do seu coração, por quem vai torcer e se apaixonar pelo resto da vida.
E time do coração é que nem neurônio de cartola, so tem um, e quem disser que tem mais de um time do coração não tem nenhum. O meu time, por exemplo, e desculpe-me esse ar alvinegramente superior, chama-se Botafogo de Futebol e Regatas.
Sim, ele mesmo, o popularíssimo Glorioso, o outrora quase imbatível esquadrão que ostenta como bandeira a mais bela Estrela Solitária.
Por uma singular coincidência, o Botafogo trata-se,no meu caso, de uma paixão genética, congênita, herdada de meu pai, no mesmo dia em que ganhei minha primeira bola de couro, uma lembrança que ficou grudada na outra como o prazer no corpo de uma mulher.
Dizia Nélson Rodrigues ser o torcedor do Botafogo um masoquista do ludopédio, porque quanto mais o time apanha, dele se gosta mais. Garanto que não. Torcer pela onzena de General Severiano é, muito pelo contrário, um irrefutável atestado de sanidade mental. Não temos culpa dos outros torcedores de outros clubes serem doentes.
Se me perguntarem por que torço Botafogo, a priori direi que minha precoce escola se deve a três razões irrefutáveis: à sábia influência do autor dos meus dias, à estrela ostentada feito um ícone e ao mais genial marqueteiro botafoguense,Garrincha, a alegria do povo, o sublime anjo das pernas tortas.


Para a infinita saudade de todos nós que amamos o futebol, nunca mais haverá um Garrincha pelas faces dos estádios, iluminando os gramados do mundo com inefável beleza.
Nunca mais haverá outro Garrincha e sua alma de passarinho, só sua arte persiste, intacta na memória dos que o viram jogar, fazendo drible a indescritível poesia que nenhum poeta jamais escreverá.
Para mim, o Botafogo é assim uma unção, uma benção, uma manhã de carnaval ou uma tarde quarta-feira de cinzas, e amo meu time, quer saia de campo aureolado de vitórias ou com o roto manto das derrotas.
Claro que quando perde, por vezes o odeio fervorosamnte por uns bons cinco minutos, feitos essas rusgas inebriantes que se tem quando se está apaixonado.
Torcer pelo Botafogo não é para qualquer um. Exige uma mansidão de monge tibetano, uma paciência de Jó, a clarividência de um místico, o estoicismo de um profeta e a sensibilidade de poeta.
O autor do texto é Airton de Farias, Historiador e professor no Ceará. Autor de livros do ensino médio, Airton herdou o amor ao Glorioso de seu pai.

domingo, 10 de outubro de 2010

BOTAFOGO - evolução dos uniformes

1904 a 1905:
Camisa com a qual o Botafogo Football Club iniciou suas atividades no futebol. Além da camisa branca, utilizava calções de mesma cor e meiões pretos. Era utilizada esta camisa devido à falta do  uniforme listrado que não estava pronto.

ps* não há registro fotografico deste uniforme




 1906 a 1909:
O primeiro uniforme listrado do time com listras verticais em preto e o branco, partiu de uma sugestão de Itamar Tavares.
Ele estudara na Itália, onde torcia para a Juventus Football Club de Turim, que tinha as cores branca e preta em verticais. 
A camisa do time ainda não tinha escudos.

Abaixo, o time campeão carioca de 1907 com um dos primeiros uniformes do clube. Os calções oficiais do uniforme eram  brancos.




Em 1910 o clube confecciona um outro uniforme, quase igual ao anterior, mas com o detalhe da primeira mudança onde a camisa traz consigo o
O Time ainda não tinha escudo na camisa.







Na foto abaixo, uma foto do time da época com as 'novas"
camisas com o cadarço branco com gola negra.




1910 a 1927:
Nova camisa do time com o detalhe da gola branca.
A camisa passou a apresentar o escudo do Botafogo Footbal Club pela primeira vez.
O escudo foi desenhado a nanquim por um de seus fundadores, Basílio Viana Júnior. Era um escudo no estilo suíço, tendo todo o seu contorno em preto. Sobre um fundo branco havia o monograma B.F.C. Entrelaçado

Na foto abaixo, Nilo Murtinho Braga em 1927:

                                                                 




Ao lado, o primeiro escudo do Botafogo Football Club desenhado por Basílio Viana Júnior. O escudo foi desenhado a nanquim por um de seus fundadores, Basílio Viana Júnior. Era um escudo
no estilo suíço, tendo todo o seu contorno em preto sobre um fundo branco havia o monograma B.F.C. Entrelaçado  
Ao longo dos tempos, o escudo do Botafogo Football Club
foi sendo desenvolvido e evoluido e a partir dos anos 30,
teve seu monograma definitivo (imagem à esquerda).
O escudo desapareceria definitivamente em 1942, quando da fusão do Botafogo Football Club com o Club de Regatas Botafogo





            Na foto abaixo, o time campeão de 1910 com o escudo

                                           Time campeão de 1910:

                           

                  
1928 a 1930
A camisa possuia golas abertas.
Pode-se notar que, na época, as camisas tinham mangas compridas
O primeiro registro fotográfico deste uniforme data pelo menos do ano de 1928








                      Time com esse novo uniforme, em 1930:
                                                                





 1931 a 1933:


O Botafogo voltou a jogar com camisas sem o escudo. Apesar desta camisa ser de manga longa, praticamente todos os jogadores arregassavam-nas à altura do  cotovelo.




.
                                          Na foto abaixo, O time de 1932:

                                                             

 

1931 a 1938:

O clube volta a colocar o escudo na nova camisa.O time passa a usar camisa de manga curta e posuia a gola branca em "V".





                           Abaixo Carvalho Leite com esse uniforme, em 1933

 


1938 a 1942:

Nesse novo lançamento,as golas continuaram em "V', mas de cor preta. Seria o último uniforme a usar o escudo com o monograma B.F.C. entrelaçados.






                                            Time de 1939 com esse uniforme


                                    Em 1941, Heleno de Freitas



 Com a fusão em 8 de dezembro de 1942,foram feitas algumas alterações: a bandeira perdeu o escudo com as letras entrelaçadas do B.F.C., e ganhou um retângulo preto com a Estrela Solitária branca, do Club de Regatas Botafogo, ao alto. O escudo incorpora ao distintivo a Estrela Solitária branca, num fundo preto com contorno branco, no lugar das letras entrelaçadas.




                   Heleno de Freitas com o uniforme contendo o novo escudo






                                    1952 - Arati, Juvenal e Nilton Santos







Em 1947,Carlito Rocha mandou confeccionar esta camisa (inspirado na camisa do River Plate de Buenos Aires) para o Campeonato Carioca e chegou a ser utilizada no início de 1948 (já com calções brancos) numa excursão do Botafogo à Bolívia.
Teve que ser abandonada porque rasgava à toa, perdia botões e sempre estava para fora dos calções dos jogadores




Na foto (acima), os três alvinegros são Teixeirinha (ponta-esquerda), Santo Cristo (ponta-direita) e Osvaldo Ávila (centro-médio).


                          Abaixo, o time de 1947 usando essa camisa de três botões







1948 a 1953:
Volta o modelo anterior (1942) sem a camisa de três botôes feitas por Carlito Rocha.Foi devolvida à camisa uma barra negra no fim da manga.






                            Octávio de Moraes, artilheiro e campeão em 1948

                             
1954 a 1955:
A gola Foi modificada, passando a ser mais aberta


                                           Detalhe na gola de Nilton santos
      



O Time de 1955 com esse novo uniforme



                                     


 Em 1956, a camisa volta ao modelo anterior (1948 a 1953)com golas em 'V", mas por pouco tempo, pois no ano seguinte, mudaria novamente para as golas abertas


 Abaixo (em cores) o time do ano de 1956 usando esse novo modelo:






1957 a 1969:
A gola aberta da camisa retornou em um período de tantas glórias do Botafogo. Esta é considerada a camisa clássica do clube.






       1957: Paulinho Valentim e Garrincha, campeões                    



Capitão Thomé, 1957


Time campeão de 1957





1962 a 1963:
Em 1962, por 'Superstição' Alvinegra, o time passou a utilizar prioritariamente camisas de mangas longa, mesmo estando no verão carioca. Na final contra o Flamengo, em 1962, o Botafogo utlizou essa camisa. Sendo Bicampeão carioca ao vencer o Flamengo na final, o time adotou esse uniforme todo negro (camisas tradicionais listradas verticalmente em branco e preto, calções e meiões negros). Em 1964 o clube manteve as camisas de mangas longas, mas aposentou os meiões negros, voltando a usar meiões cinzas.

Time Bicampeão carioca de 1962


Em 1963:

Camisas de mangas curtas e meiões cinzas

                            
Paralelo a esses uniformes, o time jogava com o tradicional:
Camisas tradicionais, cações negros e meiões cinzas

                                                     


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Garrincha " O anjo das pernas tortas "

Manoel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha (Magé, 28 de Outubro de 1933 -Rio de Janeiro - 20 de janeiro de 1983) foi um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos,que se notabilizou por seus dribles desconcertantes apesar do fato de ter suas pernas tortas. No auge de sua carreira, passou a assinar Manoel Francisco dos Santos, em homenagem a um tio homônimo, que muito o ajudou. Garrincha também é amplamente considerado como o maior driblador da história do futebol mundial.
Garrincha, "O Anjo de Pernas Tortas" , foi um dos heróis da conquista da Copa do Mundo de 1958 e, principalmente, da Copa do Mundo de 1962 quando, após a contusão de Pelé, se tornou o principal jogador do time brasileiro. Com Garrincha e Pelé, jogando juntos, a Seleção jamais perdeu uma partida sequer. A força do seu carisma ficou marcada rapidamente nas palavras do poeta de Itabira, Carlos Drummond de Andrade, numa crônica publicada no Jornal do Brasil no dia 21 de janeiro de 1983, um dia após a morte do genial Garrincha:

 " Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.

 Carlos Drummond de Andrade



 Infância: o apelido "Garrincha"
De origem humilde, com quinze irmãos na família, Manoel dos Santos era natural de Pau Grande, distrito de Magé (Rio de Janeiro) . Sua irmã o teria apelidado de Garrincha, fazendo uma associação com um passarinho muito comum na região serrana de Petrópolis,conhecido por este nome


As pernas tortas

Uma das características marcantes que envolvem a figura de Garrincha relaciona-se a uma distrofia física: as pernas tortas. Numa perspectiva frontal, por exemplo, sua perna esquerda, seis centimetros mais curta que a direita, era flexionada para o lado direito, e a perna direita, apresentava o mesmo desenho. Afirma Ruy Castro em seu livro que já teria nascido assim, mas há vários depoimentos no sentido que tenha sido sequelas de uma poliomielite.


Primeiros brilhos

Com catorze anos de idade começou a jogar no Esporte Clube Pau Grande e seu talento, já manifestado, despertou a atenção de Arati: um ex-jogador do Botafogo.Teve uma breve passagem pelo Serrano Foot Ball Club, time de Petrópolis, região serrana do Rio. Foi este o primeiro clube a pagar quantias em dinheiro para que Garrincha jogasse futebol. Após esta passagem pelo Serrano, foi treinar no time do Botafogo de Futebol e Regatas no inicio dos anos 50. Não se sabe com certeza quem o levou a fazer um teste no Botafogo, mas nos minutos iniciais do primeiro treino, ele teria dado vários dribles Nilton Santos, que  já era um respeitado jogadod do Botafogo.

Na foto abaixo, dia 19 de julho 1953,  estréia de Garrincha pelo Botafogo contra o Bonsucesso na Rua TGeixeira de Freitas - de pé Gérson Gílson Nílton Santos Arati Bob James e Juvenal agachados Garrincha Francisco Geninho Dino e Carlyle



Na maior parte de sua carreira Garrincha defendeu o Botafogo (no período 1953-1965). Foi o 2º jogador que mais vestiu o manto Glorioso: 614 vezes (no período 1953 e 1965) só ficando atrás de Nilton Santos que jogou com o manto Glorioso 723  vezes, entre 1948 e 1964. Foi o terceiro maior artilheiro do Botafogo com  243 gols; Quarentinha, (1954-1964) com 307gols e Carvalho Leite (1929-1942) com 261 gols ficaram a frente de Garrincha.

               
 Pelo Botafogo, Garrincha conquistou os seguintes títulos:
* Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro, em 1954 ;
* Campeão carioca, em 1957;
*Torneio Internacional da Colômbia, em 1960 ;

*Bicampeão Carioca, 1961/1962;
*Bicampeão do Torneio Rio-São Paulo, 1962/1964 ;
*Campeão do 6º Torneio Pentagonal do México, em 1962 ;

*Campeão do Torneio Intercontinental de Clubes, Paris, 1963 ;
*Campeão do Torneio Governador Magalhães Pinto, em 1964;
*Campeão do Torneio Jubileu de Ouro da Associação de Futebol de La Paz, em 1964;
*Campeão do Quadrangular do Suriname, em 1964.





Seleção Brasileira

Pela Seleção Brasileira, Garrincha jogou sessenta partidas pelo entre 1955 e 1966. Em todos os seus jogos, participou de apenas uma derrota (de 3 a 1 para a Hungria, na copa de 1966).
Jogando ao lado de Pelé, Garrincha jamais perdeu um jogo.

Mesmo na Seleção Brasileira, Garrincha nunca abandonou sua forma irreverente de jogar. Voltava a driblar o jogador oponente, no mesmo lance, ainda que desnecessariamente, só pela brincadeira em si.
A partir de 1966 começa a decadência de Garrincha, tanto no futebol como na vida pessoal. Envolvido em escândalos e polêmicas com a cantora Elza Soares e sem  conseguir perder o pêso,a direção do Botafogo vende Garrincha ao clube paulista, Corinthians.
Seus últimos suspiros em campo foi no modestissimo Olaria e terminou sua vitoriosa carreira no Atlético Junior da Colômbia, em 1972.

Garrincha participou também de vários amistosos pelo Brasil e pelo exterior, integrando o Milionários (formado por veteranos com carreiras encerradas); o time da AGAP-RJ (Associação de Garantia ao Atleta Profissional do Estado do Rio de Janeiro); diversas equipes amadoras da Itália, e clubes sem expressão do interior do Brasil. Estas partidas não têm valor para estatísticas.
Em 1980, a escola de samba Mangueira homenageia Garrincha, que desfila em um carro alegórico especialmente preparado para ele.
Vencido pelo alcool, Garrincha faleceu em 20 de janeiro de 1983, vítima de cirrose do fígado. Em seu epitáfio lê-se "Aqui jaz em paz aquele que foi a Alegria do Povo – Mané Garrincha."


                  "Lembranças e Homenagens"

Muitos foram os livros, documentários e filmes lançados para lembrar Garrincha.

Em 16 de janeiro de 2008, foi feito um busto em homenagem á Garrincha, no estádio do Maracanã. Porém, o então presidente do clube, Bebeto de Freitas conseguiu junto com Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, que o busto de Garrincha saisse do estádio do Maracanã e fôsse para o estadio Engenhão. A solenidade deu-se no dia 18/10/2008 sábado, num jogo contra o Santos, pelo campeonato Brasileiro daquele ano.




Em 2003, baseado no livro do escritor e joarnalista Ruy Guerra, foi lançado o filme 'Garrincha estrela solitária. 'O filme expõe a vida do "demônio das pernas tortas" dentro e fora do campo, confrontando o mito do futebol mundial ao homem humilde do interior. As várias facetas de Mané Garrincha são mostradas a partir das lembranças de pessoas que lhe foram muito próximas e que o amaram de diferentes maneiras. As histórias que Elza Soares, Iraci, Sandro Moreyra e Nilton Santos viveram com Garrincha compõem uma visão multilateral de sua intrigante personalidade e de seu destino de glórias e tragédias.




No dia 24/01/10, domingo,antes do clássico contra o  Vasco da Gama, pelo 1º turno do campeonato carioca (Taça Guanabara) no Engenhão e com grande festa em frente ao estádio Engenhão-RJ,é inaugurada a estátua de Garrincha na ala oeste do estádio engenhão, ao lado da estátua do seu grande amigo Nilton Santos.
O evento, testemunhado por cerca de 3 mil torcedores, teve a presença de alguns personagens da história, além de familiares do eterno ídolo do Glorioso.



"Prêmios" 

* Craque do time das estrelas da Copa FIFA (1958 e 1962)
* Melhor jogador e artilheiro da copa do Mundo (1962)
* Segundo maior jogador Brasileiro do século XX IFFHS (1999)
* Quarto maior jogador SulAmericano do Século XX IFFHS (1999)
* Oitavo Maior jogador do Mundo do século XX IFFHS (1999)
* Décimo Terceiro Maior jogador do século XX pela revista - France football: (1999)
* Vigésimo Maior jogador do século XX pela revista Inglesa World Soccer: (2000)
* Sétimo Maior Jogador do Século XX pelo Grande Júri FIFA (2000)
* Seleção de Futebol do Século XX

Obs* - IFFHS (Federação de História e Estatísticas do Futebol)
O Ranking Mundial de Clubes é um ranking divulgado mensalmente pela IFFHS não tem qualquer vínculo com a FIFA. Esse ranking, criado em 1991, leva em consideração os resultados de todos os clubes nos últimos 365 dias. No último dia do ano a instituição faz o fecho anual divulgando o ranking dos clubes que mais pontos ganharam em todo o ano. O ranking anual é posteriormente utilizado para actualizar o ranking dos maiores clubes de todos os tempos.


Referências